Amplo repúdio internacional ao atentado terrorista em Damasco

Publicado: 11/05/2012 em Falsa Política, Geral, Insano, Militares
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Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas consideraram como “atrozes” os atentados perpetrados nesta quinta-feira (10), que mataram mais de 70 pessoas e feriram mais de 400, no sul da cidade de Damasco, capital síria.


“Os membros do Conselho de Segurança condenam nos termos mais enérgicos os ataques terroristas ocorridos em Damasco e que causaram numerosos mortos e feridos”.

Além da condenação, o conselho renovou o pedido pelo cumprimento das resoluções do plano de paz proposto pelo enviado especial da organização, Kofi Annan, ao governo e à oposição do país árabe.

A ONU também pede respeito à missão de observadores, que percorre o país desde abril. O atual secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o ex-secretário-geral Anaan também condenaram o atentado.

O atual responsável pela ONU instou as partes em litígio a “se distanciarem dos atentados indiscriminados e de outros atos terroristas”, pedindo ainda que cumpram plenamente suas obrigações para com o fim da violência e a proteção da população civil”.

Anaan, enviado especial da ONU para a Síria, também condenou o ataque terrorista, reiterando seu pedido de que seja respeitado o cessar-fogo estabelecido pelo governo na Síria.

Em um comunicado divulgado a partir de Genebra, o diplomata ganês lamentou a perda de vidas humanas ocasionada pela explosão das bombas.

“Esses atos detestáveis são inaceitáveis. A violência na Síria deve terminar”, sublinhou o funcionário das Nações Unidas.

Cônsul em São Paulo lamenta

Ghassan Obeid, Cônsul Geral da Síria em São Paulo, condenou energicamente o atantado terrorista. “Com muita tristeza e amargo sentimento condenamos hoje as explosões acontecidas em Damasco, mais de 75 mortos, 400 feridos graves, 126 carros destruídos, 400 apartamentos quebrados e muito sangue inocente sírio derramado”, lamentou o cônsul.

“Esse crime foi cometido da maneira mais bárbara e covarde para matar inocentes, que estavam indo para as escolas e para o trabalho às 7h45 de manhã. Não é uma reclamação por democracia e mais liberdade. Isso significa que os países que fornecem as armas e dinheiro para esses rebeldes e vagabundos, criminosos bárbaros são os criminosos e merecem a condenação do mundo inteiro”, finaliza indignado o representante sírio em São Paulo.

Líbano e Hezbolá também condenam

O presidente do Líbano, Michel Sleiman, condenou nesta quinta-feira (10) os atentados terroristas cometidos na Síria, enquanto o movimento xiita Hezbolá afirmou que o ataque é reflexo do complô terrorista desferido para semear o caos no país vizinho.

Sleiman telefonou para o presidente sírio, Bashar al-Assad, e expressou suas condolências pela morte de ao menos 75 pessoas em consequência dos ataques com fortes cargas de explosivos na zona sul de Damasco, ação atribuída a grupos opositores extremistas.

“As contínuas explosões na Síria, que causam perdas de vida de inocentes civis, não são a forma correta de obter a democracia”, comentou o presidente libanês a Al-Assad, de acordo com um despacho da presidência divulgado pela agência de notícias governamental Sana.

Em alusão aos métodos usados pelos “oposicionistas”, o chefe de Estado sublinhou que “o único caminho correto e exemplar é sentar-se à mesa do diálogo e procurar de forma calma e sábia meios para alcançar uma transição rumo à democracia”.

Por sua vez, dirigentes do movimento de resistência Hezbolá (Partido de Deus), que lidera a coalizão do governo libanês, emitiram um comunicado conjunto com o líder do partido Sírio Social Nacionalista, Assad Hardane, condenando os ataques terroristas desta quinta.

As duas organizações fizeram alertas sobre o apoio oferecido “por alguns países bem conhecidos dos grupos terroristas na Síria”, em alusão implícita à Arábia Saudita e ao Catar, cujos regimes defendem abertamente o fornecimento de armas à “oposição”.

“É importante impedir o contrabando de armas e mercenários (do Líbano à Síria)”, agregaram, enquanto elogiavam as autoridades de Beirute pela interceptação recentemente no mar Mediterrâneo do barco Lutfala II, que transportava um verdadeiro arsenal para os bandos armados que atuam na Síria.

A mídia corporativa, dirigida pelo imperialismo, reverbera a estapafúrdia acusação do “Conselho Nacional Sírio”, controlado pelos Estados Unidos e Reino Unido, que as explosões seriam “obra do governo, com a finalidade de amedrontar os observadores internacionais e reforçar os argumentos sobre a presença de grupos armados e da Al-Qaida no país”.

A melhor resposta a essas acusações dos grupos comandados pelas potências Ocidentais, Arábia Saudita e Catar veio de cidadãos sírios que tentavam ajudar os feridos no meio dos escombros provocados pelo ataque terrorista.

“Esta é a liberdade que vocês querem? Crianças que iam à escola e funcionários que iam aos seus empregos morreram”, gritava um cidadão para repórteres da mídia corporativa ocidental, em meio aos destroços.

Repúdio aos atentados

Registra-se na mídia internacional não ligada à grende mídia corporativa ocidental um grande repúdio aos atentados realizados nesta manhã de quinta. Partidos políticos, associações, sindicatos e instituições condenaram com termos enérgicos as ações, de acordo com informações divulgadas pela Sana.

A Assembleia do Povo, parlamento sírio, deplorou as explosões perpetradas por bandos armados e considerou que o ataque está no contexto do complô que se desenvolve atualmente contra a Síria.

Os representantes do povo sírio convocaram seus pares ao redor do mundo para que “detenham a sangrenta violência e o terrorismo organizado, que cobra a vida de milhares de vítimas”, assinala um comunicado do orgão.

A Assembleia instou organizações internacionais para que assumam suas responsabilidades, no marco de uma conferência internacional que apoie o plano de Anaan, enviado da ONU, para retirar a Síria dessa crise por meio de uma solução política baseada no diálogo nacional.

Também nesta quinta o Observatório Sírio de Vítimas da Violência e do Terrorismo condenou os atentados terroristas cometidos em um cruzamento importante da avenida Al-Kazzaz, na Perimetral Sul de Damasco.

Responsabilidade é estrangeira

Sergei Lavrov, o ministro de Relações Exteriores da Rússia responsabilizou diretamente às potências estrangeiras pela violência na Síria.

“Infelizmente, alguns de nossos parceiros não só fazem previsões, mas também ações práticas para que a situação exploda no sentido literal e suposto do termo”, afirmou Lavrov em entrevista coletiva em Pequim, segundo a chancelaria russa.

Lavrov, que se reuniu hoje com seu colega chinês, Yang Jiechi, acrescentou: “Também me refiro a essas explosões”.

“Os líderes da comunidade internacional têm influência sobre eles (os grupos armados). Deveriam utilizar sua influência para o bem, não para o mal”, disse.

Delírio da CIA e dos mafiosos

Os serviços de espionagem dos Estados Unidos tentam associar Cuba aos distúrbios atuais no país árabe, denunciou hoje o jornal do Partido Comunista de Cuba, o Granma.

Um artigo do jornalista canadense radicado em Havana, Jean-Guy Allard, assinala que o aparato estadunidense de propaganda utiliza pessoal cubano-americano e elementos sirios controlados por eles em Miami para criar campanhas subversivas contra ambos os países, que Allard denomina “o show Síria-Cuba”.

O canadense também criticou um despacho da agência de notícias pública espanhola EFE, que dizia que “dissidentes cubanos e sírios em Miami”, sede das intermináveis conspirações contra a ilha socialista, “criaram uma frente para combater Castro e Al-Assad”.

“O tal convênio não é a primeira tentativa de associar a nação árabe com a Ilha caribenha”, diz Allard.

No artigo “Delírio miamense…” o jornalista recorda que, há algumas semanas, uma sessão “informativa” do Congresso estadunidense abriu um debate com o tema intitulado “Primavera Árabe em Cuba”, com os Representantes Mario Díaz-Balart, Ileana Ros-Lehtinen e David Rivera, notórios representantes da máfia cubana nos Estados Unidos.

Fotos obtidas a partir da Agência Sana:







Com informações da agência Sana e a Agência Prensa Latina

Fonte: Vermelho

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