ÍNDIA TESTA MÍSSIL INTERCONTINENTAL, OCIDENTE CALA OU APÓIA

Publicado: 22/04/2012 em Geral, Militares
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Nova Délhi, 19 abr (Prensa Latina) A Índia executou hoje com sucesso o lançamento de seu primeiro míssil balístico intercontinental, o Agni-V, capaz de portar uma cabeça nuclear e de golpear objetivos a mais de cinco mil quilômetros.

“A Índia demonstrou sua capacidade para desenhar, desenvolver e produzir um míssil balístico de longo alcance. Já somos uma potência nesta matéria”, proclamou o chefe da Organização para a Investigação e o Desenvolvimento da Defesa (DRDO, por suas siglas em inglês), V. K. Saraswat.

A missão e todos seus objetivos operativos se cumpriram, disse exultante.

A última versão da família de foguetes Agni (fogo em sânscrito) foi testada na ilha de Wheeler, em frente à costa oriental do país, sem que antes ou depois o Ocidente expressasse alguma objeção, em contraste com as acres condenações a Coreia Democrática por sua tentativa de pôr em órbita um satélite.

Em Bruxelas, umas horas antes do lançamento, o secretário geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, abençoou a operação ao apontar que a Índia não representa uma ameaça para a aliança atlântica ou algum de seus países membros.

Segundo especialistas militares, o exitoso comportamento do míssil implica uma notável ampliação das opções estratégicas da Índia ao situar na ombreira do clube de nações com meios balísticos intercontinentais, integrado por Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e, provavelmente, Israel.

Com 17,5 metros de longo e 50 toneladas de importância, o Agni-V pode portar ogivas nucleares a mais de uma tonelada e teoricamente atingir quase toda Ásia e uma boa parte da Europa Oriental.

Significativamente, ao divulgar o exitoso teste desta quinta-feira, meios nacionais e estrangeiros destacam que o foguete pode abater objetivos em profundidade dentro do território chinês. Segundo a agência de notícias IANS, alguns o descrevem como “o assassino da China”.

A agência estadunidense AP comenta que o Agni-V é “um passo decisivo” nos esforços da Índia “de combater o domínio regional chinês e erigir-se em potência asiática por direito próprio”.

A francesa AFP, enquanto, aponta que Nova Déli está “imersa em um vasto programa de aquisições militares para modernizar seu exército e busca acrescentar seus meios de defesa, sobretudo com respeito a China”. Citado por meios de imprensa locais, o ex-general de brigada Arun Sahgal, diretor do Instituto Nacional de Estudos de Segurança, disse que o míssil “dará à Índia um muito precioso dissuasório contra China”.

Através do chefe da DRDO e de altos chefes militares, a Índia cuidou-se, entretanto, de advertir que se manterá fiel à política do “não primeiro uso” de seus meios e armas nucleares e que estes unicamente têm fins dissuasivos.

Fonte: Prensa Latina

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