CARTAGENA EVIDENCIOU A RUÍNA DOS ESTADOS UNIDOS

Publicado: 21/04/2012 em Falsa Política, Geral
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Havana, 20 abr (Prensa Latina) A VI Cúpula das Américas realizada recentemente em Cartagena, Colômbia, pôs em evidência a ruína na política hemisférica dos Estados Unidos para a América Latina, avaliou hoje o especialista cubano em relações internacionais Roberto Regalado.

O especialista do Centro de Estudos Hemisféricos e sobre os Estados Unidos (CEHSEU) da Universidade de Havana considerou que questões como a hostilidade contra Cuba e a decisão da Argentina sobre as Ilhas Malvinas evidenciaram o novo palco regional frente aos objetivos de dominação de Washington.

A rebelião da América Latina tomou corpo com os temas Cuba e Malvinas, afirmou em declarações a um canal local.

Em dias anteriores à cúpula de Cartagena, realizada 14 e 15 de abril, a maioria dos países do continente concordaram em pedir o fim do bloqueio estadunidense a Cuba e sua presença no fórum – recusada só pelos Estados Unidos e Canadá – assim como a solução pacífica à reivindicação argentina de soberania sobre as Malvinas, território ocupado pelo Reino Unido desde 1833.

De acordo com Regalado, esse fracasso nos objetivos de Washington de reestruturar seu domínio obedece a uma mudança de palco no hemisfério causada também pela chegada de governos não alinhados às posturas neoliberais promovidas pela Casa Branca.

O panorama político da região vem mudando desde a vitória eleitoral de Hugo Chávez na Venezuela em 1998, e hoje temos mais de 10 governos de esquerda ou progressistas, disse.

O especialista do CEHSEU lembrou que as Cúpulas das Américas surgiram em 1994 em Miami, por iniciativa estadunidense para potenciar sua ingerência no continente com projetos como a Área de Livre Comércio das Américas, tentativa derrotada em 2005 em Mar del Prata.

Para o especialista cubano, o encontro na Colômbia, além de demonstrar que agora não vão às cúpulas aqueles líderes que aceitavam linhas de Washington, reforçou a “falta de liberdade da presidência estadunidense para ajustar sua política exterior aos melhores interesses nacionais”.

Demonstrou que os Estados Unidos são um país de contradições, onde o presidente está sujeito a grandes pressões, opinou.

Muitas vozes na própria nação do norte exigiram uma mudança de postura em relação a Cuba em benefício dos intercâmbios comerciais, científicos e sociais entre ambos países, situação à qual se opõem grupos de poder com base em Miami que mantém uma tradicional hostilidade contra a ilha.

Ontem, a Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos divulgou uma carta enviada à Casa Branca para solicitar o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba por mais de 50 anos, como passo importante para a aproximação bilateral.

 

Fonte: Prensa Latina

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