Arquivo de abril, 2012

Todos vocês são terroristas potenciais. Não importa que vivam na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos, na Austrália ou no Oriente Médio. A cidadania é efetivamente abolida. Ligue o seu computador e o Centro Nacional de Operações do Departamento de Segurança Interna dos EUA pode monitorar se está a teclar não simplesmente “Al-Qaeda”, mas “exercício”, “treino”, “onda”, “iniciativa” e “organização”: todas palavras proscritas.

Por John Pilger

O anúncio do governo britânico de que pretende espionar todo email e chamada telefônica é notícia velha. O satélite aspirador conhecido como Echelon tem estado a fazer isso desde há anos. O que mudou é que o estado de guerra permanente foi lançado pelos Estados Unidos e um estado policial está a consumir a democracia ocidental.

O que você está fazendo sobre isto? 

Na Grã-Bretanha, por instruções da CIA, tribunais secretos estão a tratar de “suspeitos de terrorismo”. O Habeas Corpus está morrendo. O Tribunal Europeu de Direitos Humanos estabeleceu que cinco homens, incluindo três cidadãos britânicos, podem ser extraditados para os EUA muito embora apenas um tenha sido acusado de um crime.

Todos estiveram presos durante anos sob o Tratado de Extradição EUA/Reino Unido de 2003, o qual foi assinado um mês após a criminosa invasão do Iraque. O Tribunal Europeu condenou o tratado por provavelmente levar a “punição cruel e inabitual”. A um dos homens, Babar Ahmad, foram concedidas 63 mil libras [71,5 mil euros] de compensação devido a 73 ferimentos que ele recebeu sob a custódia da Metropolitan Police. O abuso sexual, a assinatura do fascismo, estava em lugar alto na lista. Um outro homem é um esquizofrênico que sofreu um colapso mental completo e está no hospital de segurança de Boadmoor; um outro apresenta risco de suicídio. Eles vão para a Terra da Liberdade – juntamente com o jovem Richard O’Dwyer, que enfrenta 10 anos de grades e um fato laranja porque alegadamente infringiu na internet o copyright dos EUA.

Como a lei é politizada e americanizada, estas farsas não são atípicas. Confirmando a condenação de um estudante universitário londrino, Mohammed Gul, por disseminar “terrorismo” na internet, juízes do Tribunal de Apelo em Londres estabeleceram que “atos… contra as forças armadas de um Estado qualquer do mundo que procurem influenciar um governo e sejam efetuadas para objetivos políticos” agora eram crimes. Também podiam processar Thomas Paine , Aung San Suu Kyi , Nelson Mandela .

O que você está fazendo sobre isto? 

O prognóstico agora é claro: o tumor a que Norman Mailer chamou de “pré-fascista” virou metástase. O procurador-geral dos EUA, Eric Holder, defende o “direito” de o seu governo assassinar cidadãos americanos. A Israel, o protegido, permite-se apontar suas ogivas nucleares ao Irã que não as tem. Neste mundo espelhado, a mentira é panorâmica. O massacre de 17 civis afegãos em 11 de Março, incluindo pelo menos nove crianças e quatro mulheres, é atribuído a um “perigoso” soldado americano. A “autenticidade” disto é atestada pelo próprio presidente Obama, o qual “viu um vídeo” e considera-o como “prova conclusiva”. Uma investigação parlamentar afegã produz testemunhas oculares que dão prova pormenorizada de como até 20 soldados, ajudados por um helicóptero, devastou suas aldeias, matando e violando: um padrão, ainda que marginalmente mais assassino nos “raides noturnos” das forças especiais dos EUA.

Tome a tecnologia videogame de matar – a contribuição da América para a modernidade – e o comportamento é tradicional. Mergulhada em desenhos animados com pretensão justiceira, fracamente ou brutalmente treinados, frequentemente racistas, obesos e dirigidos por uma classe de oficiais corrupta, as forças americanas transferem o homicídio de casa para lugares remotos cujas lutas empobrecidas não podem compreender. Uma nação fundamentada no genocídio da população nativa nunca abandona o hábito completamente. O Vietnã era um “país índio” e os seus “olhos oblíquos” e “sub-humanos” deviam ser “exterminados”.

O extermínio de centenas de pessoas, principalmente mulheres e crianças, na aldeia vietnamita de My Lai em 1968 foi também um incidente “vil” e, desonestamente, tratado como uma “tragédia americana” (título de capa da Newsweek ). Só um dos 26 homens processados foi condenado e ele foi relaxado pelo presidente Richard Nixon. My Lai é na província Quang Ngai onde, como repórter, soube que cerca de 50 mil pessoas foram mortas pelas tropas americanas, principalmente no que eles chamavam de “zonas de fogo livre”. Isto foi o modelo da guerra moderna, assassínio em escala industrial.

Tal como o Iraque e a Líbia, o Afeganistão é um parque de diversões para os beneficiários da nova guerra permanente da América: a Otan, as companhias de armamentos e alta tecnologia, a mídia e uma indústria de “segurança” cuja contaminação lucrativa é uma infecção na vida diária. A conquista ou “pacificação” de território não é importante. O que importa é a pacificação de você próprio, o cultivo da sua indiferença.

O que você está fazendo sobre isto? 

A descida ao totalitarismo tem pontos de referência. Qualquer dia destes, o Tribunal Supremo em Londres decidirá se o editor da WikiLeaks , Julian Assange , deve ser extraditado para a Suécia. Se este recurso final fracassar, o facilitador da revelação da verdade numa escala geral, o qual não é acusado de qualquer crime, enfrentará prisão solitária e interrogatório sobre ridículas alegações sexuais. Graças a um acordo secreto entre os EUA e a Suécia, ele pode ser “entregue” a qualquer momento ao gulag americano . No seu próprio país, a Austrália, a primeira-ministra Julia Gillard conspirou com aqueles em Washington a que chama seus “amigos de verdade” para assegurar que os seus inocentes companheiros cidadãos estejam prontos para os seus fatos laranja caso voltem para casa. Em fevereiro, o seu governo redigiu uma “Emenda WikiLeaks” para o tratado de extradição entre a Austrália e os EUA que torna mais fácil para os seus “amigos” porem as mãos sobre ele. Ela deu-lhes mesmo o poder de aprovar investigações da Liberdade de Informação – de modo a poder mentir ao mundo externo, como é habitual.

O que você está fazendo sobre isto?

Fonte: Vermelho / Visto em: Burgos

 

Em Reflexão intitulada “O que Obama sabe”, Fidel Castro adverte o presidente estadunidense Barack Obama e os inimigos da Revolução bolivariana para o perigo de ações contra o poder revolucionário venezuelano no caso de o presidente Hugo Chávez não conseguir superar sua enfermidade: “Um erro de Obama pode ocasionar um rio de sangue na Venezuela. O sangue venezuelano é sangue equatoriano, brasileiro, argentino, boliviano, chileno, uruguaio, centro-americano, dominicano e cubano”. Leia a íntegra.

O artigo mais demolidor que vi neste momento sobre a América Latina foi escrito por Renan Vega Cantor, professor titular da Universidade Pedagógica Nacional de Bogotá e publicado há três dias no sítio da internet Rebelion, sob o título “Ecos da Cúpula das Américas”.

É curto e não devo fazer versões dele, os estudiosos do tema podem encontrá-lo no sítio indicado.

Em mais de uma oportunidade mencionei o infame acordo que os Estados Unidos impuseram aos países da América Latina e do Caribe ao criar a OEA, naquela reunião de chanceleres, que teve lugar na cidade de Bogotá, no mês de abril de 1948; nessa data, por mero acaso, encontrava-me ali promovendo um congresso latino-americano de estudantes, cujos objetivos fundamentais eram a luta contra as colônias europeias e as sangrentas tiranias impostas pelos Estados Unidos neste hemisfério.

Um dos mais brilhantes líderes políticos da Colômbia, Jorge Eliécer Gaitan, que com crescente força tinha unido os setores mais progressistas da Colômbia que se opunham ao engendro ianque e de cuja próxima vitória eleitoral ninguém duvidava, deu seu apoio ao congresso estudantil. Foi assassinado traiçoeiramente. Sua morte provocou a rebelião que prosseguiu ao longo de mais de meio século.

As lutas sociais têm-se prolongado por milênios, quando os seres humanos, mediante a guerra, dispuseram de um excedente de produção para satisfazer as necessidades essenciais da vida.

Como se sabe, os anos de escravidão física, a forma mais brutal de exploração, estenderam-se em alguns países até pouco mais de um século atrás, como ocorreu em nossa própria Pátria na etapa final do poder colonial espanhol.

Nos próprios Estados Unidos a escravidão dos descendentes de africanos se prolongou até a presidência de Abraham Lincoln. A abolição dessa forma brutal de exploração se produziu apenas 30 anos antes que em Cuba.

Martin Luther King sonhava com a igualdade dos negros nos Estados Unidos até há apenas 44 anos, quando foi vilmente assassinado, em abril de 1968.

Nossa época se caracteriza pelo avanço acelerado da ciência e da tecnologia. Estejamos ou não conscientes disso, é o que determina o futuro da humanidade, trata-se de uma etapa inteiramente nova. A luta real de nossa espécie por sua própria sobrevivencia é o que prevalece em todos os rincões do mundo globalizado.

De imediato, todos os latino-americanos e de modo especial nosso país, serão afetados pelo processo que tem lugar na Venezuela, berço do Libertador da América.

Não preciso repetir o que vocês sabem: os vínculos estreitos de nosso povo com o povo venezuelano, com Hugo Chávez, promotor da Revolução Bolivariana, e com o Partido Socialista Unido criado por ele.

Uma das primeiras atividades promovidas pela Revolução Bolivariana foi a Cooperação Médica de Cuba, um campo em que nosso país alcançou especial prestígio, reconhecido hoje pela opinião pública internacional. Milhares de centros dotados com equipamentos de alta tecnologia que a indústria mundial especializada fornece, foram criados pelo governo bolivariano para atender seu povo. Chávez, por sua parte, não selecionou custosas clínicas privadas para atender a sua própria saúde; pôs esta em mãos dos serviços médicos que oferecia a seu povo.

Ademais, nossos médicos consagraram uma parte de seu tempo à formação de médicos venezuelanos em salas de aula devidamente equipadas pelo governo para essa tarefa. O povo venezuelano, com independência de seus recursos pessoais, começou a receber os serviços especializados de nossos médicos, situando-os entre os melhores do mundo e seus indicadores de saúde começaram a melhorar visivelmente.

O presidente Obama sabe disto perfeitamente bem e comentou sobre isso com alguns de seus visitantes. A um deles disse com franqueza: “o problema é que os Estados Unidos enviam soldados e Cuba, diferentemente, envia médicos”.

Chávez, um líder, que em 12 anos não conheceu um minuto de descanso e com uma saúde de ferro, viu-se, contudo, afetado por uma inesperada enfermidade, descoberta e tratada pelo próprio pessoal especializado que o atendía; não foi fácil persuadi-lo da necessidade de prestar atenção máxima a sua própria saúde. Desde então, com exemplar conduta, cumpriu estritamente as medidas pertinentes, sem deixar de cumprir seus deveres como Chefe de Estado e líder do país.

Atrevo-me a qualificar sua atitude como heroica e disciplinada. De sua mente não se afastam, nem um minuto sequer, suas obrigações, às vezes até o esgotamento. Posso dar fé disso porque não deixei de ter contato e trocar opiniões com ele. Sua fecunda inteligência não parou de consagrar-se ao estudo e à análise dos problemas do país. Ele se diverte com a baixeza e as calúnias dos porta-vozes da oligarquia e do império. Jamais ouvi dele insultos nem baixezas ao falar de seus inimigos. Não é sua linguagem.

O inimigo conhece as arestas de seu caráter e multiplica seus esfoerços destinados a caluniar e golpear o Presidente Chávez. De minha parte não vacilo em afirmar minha modesta opinião ─ emanada de mais de meio século de luta ─ de que a oligarquia jamais poderia governar de novo esse país. É, por isso, preocupante que o governo dos Estados Unidos tenha decidido em tais circunstâncias promover a derrocada do governo bolivariano.

Por outro lado, insistir na caluniosa campanha de que na alta direção do governo bolivariano existe uma desesperada luta pelo comando do governo revolucionário se o Presidente não consegue superar sua enfermidade, é uma grosseira mentira.

Pelo contrário, tenho podido observar a mais estreita unidade da direção da Revolução Bolivariana.

Em tais circunstancias, um erro de Obama pode ocasionar um rio de sangue na Venezuela. O sangue venezuelano é sangue equatoriano, brasileiro, argentino, boliviano, chileno, uruguaio, centro-americano, dominicano e cubano.

É preciso partir desta realidade, ao analisar a situação política da Venezuela.

Compreende-se por que o hino dos trabalhadores exorta a mudar o mundo afundando o império burguês?
Fidel Castro Ruz
27 de abril de 2012, às 19h59

Fonte: Cubadebate
Tradução: José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho

  

Um documento do serviço secreto líbio prova que o ex-ditador Muammar Kadafi financiou a campanha presidencial de Nicolas Sarkozy em 2007, segundo informou neste sábado o jornal digital “Mediapart”.

Revelado por ex-altos funcionários do regime líbio que atualmente estão na clandestinidade, o documento apresenta uma autorização para o governo de Kadafi destinar 50 milhões de euros para a campanha de Sarkozy.

No documento, datado de 10 de dezembro de 2006, o atual responsável pelo serviço secreto, Moussa Koussa, concede autorização para o diretor do gabinete de Kadafi, Bashir Saleh, efetuar o pagamento.

No texto, Koussa se refere à realização de reuniões preparatórias com Brice Hortefeux, então secretário de Estado de Coletividades Territoriais, homem próximo a Sarkozy e diretor da campanha que o levou à presidência em 2007.

Além disso, o chefe do serviço secreto cita Ziad Takieddine, empresário franco-libanês envolvido na França em outros casos de financiamento ilegal de partidos.
O documento se refere a um encontro realizado em 6 de outubro de 2006 com Hortefeux e Takieddine como parte das negociações para se chegar ao valor do pagamento.

Pouco antes do início da intervenção internacional na Líbia, o ditador líbio ameaçou relevar documentos que provavam o financiamento da campanha de Sarkozy, um dos idealizadores da ofensiva ao país. O presidente francês considerou na época as acusações “grotescas”.

Em março, o jornal “Libération” também afirmou que o dinheiro obtido com a venda de um sistema de espionagem à Líbia pode ter servido para financiar a campanha de Sarkozy.

Fonte: Reuters, Vermelho.

Kielel comentando:

Chega a me assustar tamanha falta de credibilidade ao ser humano que estes sionistas arrogantes possuem, lembrando que o senhor SARKOZY, não passa de uma marionete ILLUMINATI (só ver o sinal que ele faz na foto).

Tenho muita pena de Kadafi e consciência de que é fato de ele não ter sido o primeiro, e não será o último até que a população mundial se coloque à frente para proteger outros SERES HUMANOS desses genocidas, e digo que não sou santo, mas também não sou um sádico genocida louco por dinheiro banhado em sangue.

Tradução: Caminho Alternativo

O Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte e o Comando Norte dos EUA realizará um importante exercício, ARDENT SENTRY 2012, centrado no Apoio à Defesa das Autoridades Civís, de 2 a 9 de maio, 2012.

Este evento será realizado em Dakota do Norte, Oregón, Texas, Alaska, Connecticut e Nova Escócia e participarão unidades militares dos Estados Unidos e Canadá.

– Dakota del Norte, o Comando da Força Aérea de Ataque Global responde a um incidente simulado de Armas Nucleares (NUWAIX) na Base Minot da Força Aérea.

– Oregon, a Guarda Nacional de Oregon trabalhará com funcionários estatais e locais para responder aos numerosos eventos relacionados com o clima e à segurança.

– Texas, o Exército dos EUA do Norte deslocará uma força para trabalhar no processo de liderar uma resposta militar a um grande furacão.

– Alaska, Força Tarefa Conjunta do Alaska realizará uma resposta coordenada a um acidente aéreo importante en uma zona remota.

– Nova Escocia, Canadá e forças navais estadunidenses trabalharão conjuntamente para controlar um evento relacionado com a segurança.

ARDENT SENTRY 12 validará os planos, políticas e procedimentos, incluindo o Plano de Resposta Federal interinstitucional, assim como os planos estatais e regionais.

Fonte: northcom.mil Visto em Libertad para la Humanidad

Comentário do blog:

Para voltar a manter o “gado humano” controlado e submisso vão criar mais um ataque de falsa bandeira, desta vez usando dispositivo nuclear. O culpado será o Irã e é claro, encomendado pelos pelos banqueiros sionistas e executado pelo MOSSAD Israelense, CIA e Mi6.

(Imagem – Google)

Pelo menos três milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, trabalham no México, sendo que a metade delas não recebe salário ou apenas um valor simbólico.

Os dados foram divulgados pela CNDH (Comissão Nacional de Direitos Humanos) do país, que promove uma ação para obrigar servidores públicos a comprometerem-se a erradicar o trabalho infantil.

A Ouvidaria mexicana, por sua vez, destacou que a maioria desta parcela da população “trabalha para cobrir suas necessidades básicas e contribuir com a renda familiar”.

Ainda segundo o órgão, muitas crianças se vêem obrigadas a abandonar seus estudos e cumprir “jornadas excessivas em lugares não apropriados, com o risco de sofrer acidentes, lesões ou enfermidades”.

Fonte: Operamundi

Tóquio, 27 abr (Prensa Latina) Japão e Estados Unidos confirmaram hoje que nove mil soldados desse último serão transferidos a Guam, Havaí e Austrália de Okinawa, onde a presença do Pentágono é amplamente recusada.

A decisão faz parte de um acordo sobre a reorganização dos mais de 40 mil soldados estadunidenses neste país.

Uma declaração conjunta divulgada aqui indica que ambas as partes mantêm o compromisso com respeito ao translado da base de Futenma de uma área urbana para uma região costeira, ambas em Okinawa.

Boa parte da população do território, onde se concentra a presença militar estadunidense, se opõe a esse plano e exige a retirada da referida instalação de solo japonês.

Sua posição está associada aos delitos de diversa índole cometidos por infantes de marinha, sobretudo sexuais, e a contaminação ambiental, entre outros fatores.

O projeto, estipulado em um acordo de 2006, estancou-se ante os protestos dos residentes locais, incluídas autoridades, que fazem questão de sua demanda. O tema causou fricções nos vínculos entre Tóquio e Washington.

Com este movimento de forças, o Pentágono incrementará sua presença na Austrália, como parte da estratégia para a região da Ásia-Pacífico, onde busca uma maior influência em frente à China. Guam e Havaí são territórios estadunidenses.

O anúncio deste passo precede a visita que o premiê Yoshihiko Noda realizará ao outro país a partir da próxima segunda-feira. Estima-se que o tema estará em suas conversas com o presidente Barack Obama.

Fonte: Prensa Latina

Filho de homem cuja história inspirou o filme “Área Q” diz que aprendeu a se proteger de abduções (Foto: Elias Bruno/ G1)
O pai de Francisco Barroso disse ter sido abduzido em Quixadá, no CE. Caso foi estudado por ufólogos e foi base para filme rodado na cidade.
A rotina do comerciante Francisco Leonardo Barroso, filho do agricultor que disse ter sido abduzido por extraterrestres no sertão do Ceará nos anos 1970, parece não ter mudado após a estreia de “Área Q”, filme inspirado em histórias de contatos extraterrenos contadas na região.
O comerciante conta que o pai morto há 19 anos ensinou a ele e aos irmãos como se defender e evitar que fossem levados por objetos voadores não identificados (ovnis).
“Para você se livrar, só se for com um pé (sic) de árvore. Você tem que ir para debaixo porque, com a árvore, o aparelho deles (os extraterrestres) perde o contato”, explica. Barroso diz que o pai ficou com a pele avermelhada e com retardo mental depois de ser levado por ovnis.
O agricultor Luis Fernandes Barroso, segundo o filho, ‘teve um contato bem próximo’ com os extraterrestres nos anos 1970. “Uma vez por semana, ele ia para a fazenda olhar o rebanho e gostava de sair de madrugada, por volta de 2h da manhã.
Um dia, quando voltava de carroça, ele disse que teve contato com algo que parecia um avião, mas que desceu, ficou perto dele e jogou uma luz muito forte, quase de cegar”, diz.
“Não só acredito, como já vi”, afirma Barroso sobre crença em aparições de ovnis na cidade de Quixadá. Dono de um armazém que vende de tudo no barulhento centro do município, ele segue trabalhando na loja até o meio-dia e, depois, vai para a fazenda na zona rural, local da suposta abdução do pai.
Francisco Leonardo é o único filho de Barroso que ainda mora em Quixadá. A mãe dele também faleceu, o irmão mora no Piauí e a irmã em outro município do sertão cearense.
Efeitos da suposta abdução
Médicos e ufólogos acompanharam de perto o "Caso Barroso" (Foto: Reginaldo de Athayde/ Divulgação)
Médicos e ufólogos acompanharam e estudaram
de perto o “Caso Barroso” em Quixadá
Após o contato, o comerciante afirma ter visto mudanças físicas e psicológicas no pai, que apareceu com a pele vermelha “como se tivesse queimada” e um retardo mental depois do suposto contato com extraterrestres, fazendo com que os filhos se tornassem responsáveis pelos negócios da família.
O caso chamou a atenção de ufólogos de vários países, como Portugal, Itália e Espanha, que visitaram a fazenda para estudar os sintomas e os relatos de Barroso.
Médicos e ufólogos acompanharam e estudaram de perto o “Caso Barroso” em Quixadá (Foto: Reginaldo de Athayde/ Divulgação)
“Meu pai passou também por muitos hospitais de Fortaleza e disseram que a mente dele estava como se fosse de uma criança”, conta Francisco Leonardo.
O pai dele morreu na fazenda no ano de 1973 com, segundo o filho, o aspecto da pele não correspondia com a idade. “Era como se ele tivesse ficado mais novo”, afirma.
A situação quase foi vivida também pelo filho de Barroso, quando este fazia o mesmo trajeto do pai a caminho da fazenda.
“Estava de moto e vi um objeto que emitiu uma luz bem forte. Desviei o olhar para não cegar com aquela luz e desacelerei. Lembrei dos conselhos de meu pai: ‘Não se amedronte e não fique nervoso’”, conta. Depois disso, as aparições viraram comuns na vida do comerciante que afirma não haver problema “depois que você se acostuma”.
“Não guardo mágoas dos extraterrestres porque aconteceram outros casos iguais aos do meu pai. É um imprevisto, pode acontecer comigo, com você ou com qualquer um”, diz. O comerciante ainda não assistiu ao filme, mas gosta de saber que o pai serviu de inspiração.
“Meu pai foi um dos primeiros que passou por isso. Ver essa história no filme é de se admirar porque ele realmente entrou para a história”, afirma.
Caso não tem solução, diz ufólogo
O ufólogo cearense Reginaldo de Athayde acompanhou o “Caso Barroso” desde o momento em que agricultor teria sido abduzido até a sua morte.
“Durante 17 anos, eu e outros pesquisadores íamos uma vez por mês a Quixadá para visitar Barroso”, diz. O contato pessoal foi documentado no livro “ETs, Santos e Demônios na Terra do Sol” (2000), no qual Athayde relata também outros casos envolvendo contatos extraterrestres em municípios do interior do Ceará.
O ufólogo também contou ao G1 que houve tentativas de prosseguir na investigação do caso após a morte de Barroso, mas os filhos do agricultor não concordaram com a autópsia no corpo do pai. “Acreditamos que esse caso nunca seja solucionado, pois fizemos o que podíamos nos 17 anos de acompanhamento”, afirma.
Filme
O cineasta cearense Halder Gomes foi o responsável por trazer as locações de “Área Q”, previsto para ser rodado no Arizona, Estados Unidos, ao município de Quixadá.
No filme, o agricultor João Batista desaparece após ser abduzido enquanto andava de carroça na zona rural de Quixadá (Foto: Área Q/ Divulgação)
“Em março de 2009, propus ao diretor Gerson Sanginitto abordar esse tema da ufologia de uma outra forma, baseado nas histórias e relatos que cresci ouvindo”, diz Gomes, que nasceu no município de Senador Pompeu, também no sertão Cearense.
A terra natal dele fica a poucos quilômetros de Quixadá, cidade conhecida por formações rochosas exuberantes conhecidas como monólitos e que serviram de cenário para o filme.
Produtor executivo do filme, Halder Gomes diz que o trabalho de pesquisa levantou casos não só do agricultor Luis Fernandes Barroso, mas também do relato de luzes vistas pelos moradores dessa região do Ceará.
Halder Gomes, produtor executivo de ‘Área Q’, no set de gravação do filme (Foto: Área Q/ Divulgação)
“Criamos uma história totalmente ficcional, mas alguns personagens podem ser associados, como fizeram com o Caso Barroso, que é bastante conhecido. Os relatos da escritora quixadaense Raquel de Queiroz foram usados para definir as cores das luzes emitidas pelos ovnis”, explica.
O filme conta a história de um jornalista norte-americano escalado para investigar casos de aparições de objetos não-identificados em Quixadá, cidade que ficou conhecida internacionalmente após relatos de abduções extraterrestres, como o “Caso Barroso”.
O longa que estreou na última sexta-feira (13) em 14 capitais com cenas gravadas também em Los Angeles e foi dirigido por Gerson Sanginitto. No elenco, está o ator norte-americano Isaiah Washington, além dos brasileiros Murilo Rosa, Tânia Khalil, Ricardo Conti e Karla Karenina.
Fonte: G1

Sinopse e detalhes
A vida do jornalista investigativo Thomas Mathews (Isaiah Washington) virou de cabeça para baixo quando seu filho sumiu misteriosamente e ele acaba sendo enviado para o Brasil, com o intuito de investigar possíveis contatos com seres de outro planeta.

Lançamento: 13 de abril de 2012 (1h 40min)
Dirigido por Gerson Sanginitto
Com: Isaiah Washington, Tânia Khalil, Ricardo Conti mais
Gênero: Suspense, Ficção científica
Nacionalidade: EUA, Brasil

Entevista com Isaiah Washington sobre o filme

 

Fonte: Ravena